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City Lights

Aluna da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts (e de Medicina, nos tempos livres)

City Lights

Aluna da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts (e de Medicina, nos tempos livres)

Não Fui à Praxe... Mas Acho que Devem Ir

Não escrevi sobre isto no início do ano lectivo porque seria só mais um texto no meio de tantos outros. Mas tenho coisas importantes a dizer sobre este assunto às duas ou três pessoas que me lêem.

Eu não fui à praxe (ou melhor, fui dois dias, mas é quase o mesmo que dizer que não fui), mas acho que toda a gente devia ir. Deviam ir os estudantes e devia ir o resto das pessoas que gosta de opinar sem saber rigorosamente nada (ou perto disso) sobre o assunto.

Antes que me comecem a atirar pedras, é importante deixar claro que a praxe depende de imeeeeensas coisas, como da ''tradição'' de cada universidade e principalmente de quem praxa. É como tudo na vida: se o manda-chuva não tiver nada na cabeça, vai dar asneira de certeza.

E com isto passo a explicar a minha experiência pessoal: fui à praxe dois dias, e nem foram dias completos. Detestei aquilo porque não era minimamente compatível com a minha personalidade ou com a minha forma de estar na vida. Não gosto que gritem comigo e não gosto particularmente de ser obrigada a olhar para os pés de pessoas que se dizem meus superiores. Por isso desisti, tão simples quanto isso. Se em algum momento do meu primeiro ano senti que não estava integrada? Não. Claro que não fui convidada para muitas das festas e jantares, mas isso pouco me afectou. A minha integração foi óptima, muito obrigada! Mas isto foi a minha percepção da coisa. Tive colegas que adoraram a praxe, fizeram-na até ao fim e ficaram com memórias espectaculares para a vida! E eu, sinceramente, não tenho nada a dizer contra isso, pelo contrário: nunca vi praxes violentas, nunca vi um caloiro ser renegado por ser ter negado a fazer alguma coisa, nunca vi a humilhação nem a magia negra que tanto apregoam, vi sim actividades super engraçadas que lhes incutiu um espírito de grupo de fazer inveja. Gostar ou não da praxe depende do feitio de cada um, ponto! E é por isso que um dia, quando a minha irmã (que é a pessoa que mais quero ver longe de praxes violentas e abusivas) entrar para a universidade, serei a primeira a incentivá-la a ir à praxe. Vai, experimenta, e depois logo vê. 

 

Caloiro ao Molho 2015

Universidade do Minho