Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

City Lights

Aluna da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts (e de Medicina, nos tempos livres)

City Lights

Aluna da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts (e de Medicina, nos tempos livres)

Ballerina Body

Não é fácil, pelo menos para mim, arranjar motivação para sair da cama de manhã e ir ao ginásio. Mas tem que ser, faz bem ao corpo e à alma, e a verdade é que, apesar de no início nunca querer ir, no fim dos meus 45 minutos de treino, sinto-me muito melhor e feliz por ter ido.

E para aumentar a tal motivação, estou sempre à procura de novas rotinas, que sejam diferentes, divertidas, motivadoras e, acima de tudo, desafiantes. Gosto de exercícios que me matem na primeira semana, porque são esses que me permitem ver a minha evolução.

Se por aí são como eu, vejam só a pérola que eu encontrei: vídeos de exercícios Ballet Beautiful, disponíveis no Youtube. São inspirados no ballet, têm todos menos de vinte minutos e... são de caixão à cova! Mas a boa notícia é que resultam. Resultam mesmo! Mas atenção: não são de todo direcionados a quem esteja a tentar ganhar músculo! Estes exercícios são reductores, permitem perder gordura e tonificar, mas não são bons para construir músculo. Para mim, são exactamente aquilo de que andava à procura!

 

f.PNG

 

A Vida Inteira de Dieta

Às vezes parece que sou só eu, mas depois olho em volta e vejo que há muitos, muitos mais a passar pelo mesmo.

Há coisa de 7 anos, estava eu no pico da minha adolescência, sofri de anorexia nervosa. Não foi coisa para durar muito tempo porque tive a sorte de ter uma mãe que percebeu num instantinho que alguma coisa não estava bem, mas foi o suficiente para bater no fundo. E bati mesmo. Estive internada durante quinze dias porque estava num ponto em que não conseguia comer fosse de que maneira fosse. Mas depois, aos poucos, com a ajuda dos amigos maravilhosos que tive ao meu lado, da família e do meu pediatra que se dedicou a 200% ao caso, fui melhorando. Muito devagarinho, com muitos passos atrás, mas cheguei lá. E quando consegui estabilizar novamente num peso considerado normal, achei que me tinha livrado para sempre da doença. Hoje acho que não é bem assim. Mesmo estando satisfeita com o meu corpo, com o meu peso, com a minha aparência, há um bichinho que nunca morre e não nos deixa ser verdadeiramente felizes. Olhando para trás, vejo que desde essa altura nunca deixei de contar calorias, nunca deixei de me sentir culpada por faltar ao ginásio ou de pensar que tenho que compensar e treinar o dobro porque ontem comi alguma coisa que não devia. Tenho perfeita noção de que o meu estilo de vida, mesmo que tenha vindo a melhorar muito, está longe de ser saudável e, principalmente, está longe de ser uma coisa sustentável. Durante a semana tenho uma alimentação regrada, perfeita. Uma ou outra vez, numa ocasião mais especial, abre-se uma excepção e faço uma asneira mas, lá está, no dia seguinte tem que haver ginásio para que isso não me fique a pesar na consciência. O problema mesmo é ao fim-de-semana: depois de cinco dias sem me permitir uma única falha, naqueles dois dias acabo sempre por cair no exagero. Não há equilíbrio: vou do oito ao oitenta. E tem sido assim, desde que me lembro. Tenho perfeita consciência que tenho que mudar, que esta forma de vida não é boa nem para o meu corpo nem para a minha mente e que, a longo prazo, nunca resultará.

Mas quem diz que isto de encontrar a fórmula mágica da alimentação equilibrada, que não custa nada manter, associada a uma vontade inabalável de fazer desporto todos os dias, sem nunca cansar, sem nunca acordar com vontade de ficar a dormir em vez de se ir enfiar no ginásio, é fácil, está a pregar a maior mentira de todos os tempos. Eu estou há sete anos, por entre muitos erros (uns maiores que outros), a tentar encontrá-la e adaptá-la a mim. E não tem sido pêra doce. A vontade de mudar é muita, mas há fantasmas que nunca nos abandonam. É persistir, insistir, e nunca desistir. Um dia hei-de conseguir fazer as pazes comigo mesma e com a comida. Não sei bem quando, mas sei que esse dia vai chegar. E entretanto, só queria partilhar isto convosco. Porque sei que há por aí imensa gente a passar pelo mesmo, rodeados de testemunhos que fazem parecer tudo muito fácil. Não é. É difícil que se farta, mas eu sei que consigo!

Uma Coisa Chamada Fitness Blender

Como podem ver no post anterior a semana passada foi pautada por alguns (bastantes) excessos, por isso esta minha nova descoberta veio mesmo a calhar! Trata-se de uma coisinha maravilhosa chamada Fitness Blender. É um site totalmente gratuito e que me pareceu caído do céu quando me foi apresentado por uma colega. Parece que é uma coisa já bastante conhecida, mas para os que forem tão distraídos como eu, fica a dica!

Capturar.PNG

Capturar1.PNG

Capturar2.PNG

O site permite escolher imensas variáveis de treino, incluindo o tempo, o objectivo de calorias a gastar, o nível de dificuldade, o local do corpo a trabalhar, entre tantos outros. A variedade é inacreditável e há realmente treinos para toda a gente, deste pilates a tabata. Deixa de haver a desculpa do ''Ah, não tenho tempo para ir ao ginásio'' ou mesmo uma que já ouvi ''No local onde vivo não dá para ir treinar para a rua''. Com esta ferramenta, não precisamos de sair de casa, não precisamos de qualquer material ou equipamento, e nem sequer precisamos de dispor de muito tempo livre: há vídeos de 15 minutos!

 

Capturar3.PNG

 

O site também tem disponível um motor de busca de receitas saudáveis (ainda não tive oportunidade de experimentar a maior parte, mas parece-me bastante promissor), programas de treino para imprimir e um mundo de artigos sobre tudo e mais alguma coisa.

Vale mesmo a pena perder um bocadinho de tempo a explorar porque, até agora, é sem dúvida a ferramenta online mais completa que encontrei.

E resulta, gente!