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City Lights

Aluna da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts (e de Medicina, nos tempos livres)

City Lights

Aluna da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts (e de Medicina, nos tempos livres)

Ballerina Body

Não é fácil, pelo menos para mim, arranjar motivação para sair da cama de manhã e ir ao ginásio. Mas tem que ser, faz bem ao corpo e à alma, e a verdade é que, apesar de no início nunca querer ir, no fim dos meus 45 minutos de treino, sinto-me muito melhor e feliz por ter ido.

E para aumentar a tal motivação, estou sempre à procura de novas rotinas, que sejam diferentes, divertidas, motivadoras e, acima de tudo, desafiantes. Gosto de exercícios que me matem na primeira semana, porque são esses que me permitem ver a minha evolução.

Se por aí são como eu, vejam só a pérola que eu encontrei: vídeos de exercícios Ballet Beautiful, disponíveis no Youtube. São inspirados no ballet, têm todos menos de vinte minutos e... são de caixão à cova! Mas a boa notícia é que resultam. Resultam mesmo! Mas atenção: não são de todo direcionados a quem esteja a tentar ganhar músculo! Estes exercícios são reductores, permitem perder gordura e tonificar, mas não são bons para construir músculo. Para mim, são exactamente aquilo de que andava à procura!

 

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Nutela, blach!

Eu, amante confessa de chocolate, crente absoluta de que não deve haver por aí muita gente a gostar mais de chocolate do que eu, detesto Nutela. De-tes-to. A sério! Não acredito que alguém que goste verdadeiramente de chocolate possa gostar daquilo. Nutela não sabe a chocolate. Nada! Sabe a açúcar (muito açúcar), aterosclerose e enfarte aos 30 anos. Tudo coisas que eu não aprecio muito e que tento a todo o custo evitar.

Sou mais do tempo do Tulicreme do que da Nutela, mas nem nessa altura gostava daquilo. A minha gula é muito selectiva. Se é para enfardar chocolate, pelo menos que seja do bom!

E foi precisamente para evidenciar o meu desdém por tal coisa que decidi negligenciar o Dia Mundial da Nutela e só vim aqui escrever sobre isso hoje, um dia depois. 

 

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Morre, diabo!

 

P.S.: Mas vá, se gostam mesmo muuiiito, e porque eu sou mesmo boa pessoa, aqui fica uma dica: façam-na em casa! Com as calorias (e anos de vida) que poupam, a seguir podem ir comer uma feijoada! (estou a brincar, deixem lá a feijoada para outra altura!)

 

Feliz Ano Novo, Y'All

Ainda não tinha desejado um 2016 para lá de bom às duas ou três pessoas que me seguem, mas não foi porque me esqueci... foi porque não me apeteceu. O computador tem estado desligado e, quando fui a ver, estava também sem bateria. Ora, como devem compreender, isto de ter que ir buscar o carregador dá muito trabalho, por isso fui adiando a vinda ao blog até hoje, dia em que tive mesmo, por motivos de força maior, que ligar o computador. Por isso aqui vai: que o vosso ano seja melhor que o chocolate quente que eu comi aqui há uns tempos no Colinatrum!

Dito isto, passo ao próximo assunto: as resoluções para o próximo ano. Assumindo que o de 2015 está mais do que cumprido, achei que seria boa ideia arranjar uma coisa um bocadinho mais séria para 2016. Pensei muito, juro que pensei e não encontrava nada que me enchesse as medidas. Até que me lembrei de uma coisa que tenho andado a adiar há algum tempo, é daquelas coisas que uma pessoa sabe que mais tarde ou mais cedo tem que fazer, mas acaba sempre por atirar a ideia para um canto, onde não chateie. Mas chegou a hora! Em 2016 vou tentar, tentar a sério, ser mais saudável. Não falo de ir ao ginásio, nem de comer mais coisas verdes, porque isso eu já faço. O que me falta é equilíbrio, saber que posso cometer um ou outro pecado de vez em quando, não insistir numa dieta restritiva que acaba sempre por descambar. O meu peso é saudável, mas sinto que a minha mente não o é. E é nisso que vou trabalhar nestes próximos doze meses... logo vemos como corre!

A Vida Inteira de Dieta

Às vezes parece que sou só eu, mas depois olho em volta e vejo que há muitos, muitos mais a passar pelo mesmo.

Há coisa de 7 anos, estava eu no pico da minha adolescência, sofri de anorexia nervosa. Não foi coisa para durar muito tempo porque tive a sorte de ter uma mãe que percebeu num instantinho que alguma coisa não estava bem, mas foi o suficiente para bater no fundo. E bati mesmo. Estive internada durante quinze dias porque estava num ponto em que não conseguia comer fosse de que maneira fosse. Mas depois, aos poucos, com a ajuda dos amigos maravilhosos que tive ao meu lado, da família e do meu pediatra que se dedicou a 200% ao caso, fui melhorando. Muito devagarinho, com muitos passos atrás, mas cheguei lá. E quando consegui estabilizar novamente num peso considerado normal, achei que me tinha livrado para sempre da doença. Hoje acho que não é bem assim. Mesmo estando satisfeita com o meu corpo, com o meu peso, com a minha aparência, há um bichinho que nunca morre e não nos deixa ser verdadeiramente felizes. Olhando para trás, vejo que desde essa altura nunca deixei de contar calorias, nunca deixei de me sentir culpada por faltar ao ginásio ou de pensar que tenho que compensar e treinar o dobro porque ontem comi alguma coisa que não devia. Tenho perfeita noção de que o meu estilo de vida, mesmo que tenha vindo a melhorar muito, está longe de ser saudável e, principalmente, está longe de ser uma coisa sustentável. Durante a semana tenho uma alimentação regrada, perfeita. Uma ou outra vez, numa ocasião mais especial, abre-se uma excepção e faço uma asneira mas, lá está, no dia seguinte tem que haver ginásio para que isso não me fique a pesar na consciência. O problema mesmo é ao fim-de-semana: depois de cinco dias sem me permitir uma única falha, naqueles dois dias acabo sempre por cair no exagero. Não há equilíbrio: vou do oito ao oitenta. E tem sido assim, desde que me lembro. Tenho perfeita consciência que tenho que mudar, que esta forma de vida não é boa nem para o meu corpo nem para a minha mente e que, a longo prazo, nunca resultará.

Mas quem diz que isto de encontrar a fórmula mágica da alimentação equilibrada, que não custa nada manter, associada a uma vontade inabalável de fazer desporto todos os dias, sem nunca cansar, sem nunca acordar com vontade de ficar a dormir em vez de se ir enfiar no ginásio, é fácil, está a pregar a maior mentira de todos os tempos. Eu estou há sete anos, por entre muitos erros (uns maiores que outros), a tentar encontrá-la e adaptá-la a mim. E não tem sido pêra doce. A vontade de mudar é muita, mas há fantasmas que nunca nos abandonam. É persistir, insistir, e nunca desistir. Um dia hei-de conseguir fazer as pazes comigo mesma e com a comida. Não sei bem quando, mas sei que esse dia vai chegar. E entretanto, só queria partilhar isto convosco. Porque sei que há por aí imensa gente a passar pelo mesmo, rodeados de testemunhos que fazem parecer tudo muito fácil. Não é. É difícil que se farta, mas eu sei que consigo!