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City Lights

Aluna da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts (e de Medicina, nos tempos livres)

City Lights

Aluna da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts (e de Medicina, nos tempos livres)

Cerimónia da Bata Branca

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Esta passada semana foi a Cerimónia da Bata Branca lá na escolinha. É uma cerimónica que marca a transição para os anos clínicos, a passagem oficial das salas de aula da faculdade para o caos dos hospitais. Confesso que entrei lá a pensar ''Que bela tarde de Sol perdida fechada aqui dentro'' mas logo nos primeiros discursos comecei a ficar com pele de galinha (podia ser do ar condicionado, como de costume, mas desta vez cheira-me que não). A verdade é que toda a cerimónia e o seu conceito pode parecer de pouco significado e talvez até inútil e pretensiosa, mas para quem de repente se apercebe que passaram três anos, sobrevivi a já metade do curso e estou cada vez mais perto de alcançar o sonho, a coisa ganha outro peso. É já em Maio que inicio esta nova etapa, que promete ser tão dura quanto gratificante e que representa, no fundo, tudo aquilo porque sempre lutei. É neste momento, e naqueles que hão-de estar para vir, que todas as noites sem dormir, todas as saídas com amigos a que faltei, todas as respostas tortas que dei por falta de paciência, começam a fazer sentido, começam a valer a pena. É quase como receber os primeiros juros de uma conta poupança. Sabemos que afinal todo o sacrifício até pode dar nalguma coisa. Não sei bem o quê, é um grande salto no escuro, mas quero muito dá-lo.

Metade está feito, falta outra metade. E se os próximos três anos passarem tão depressa como os últimos, daqui a nada estão a ver-me feliz e contente na festa de finalistas. Até lá, continuem desse lado a aturar as minhas parvoíces.

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Adeus SOFs!

 

Sistemas Orgânicos e Funcionais, ou SOFs essa grande cadeira que ocupou a maioria do meu primeiro e segundo ano nesta coisa maluca do curso de Medicina. Dissemos-lhe adeus em Maio do ano passado, mas a celebração oficial só chegou em Outubro deste ano. Com pompa e cirscunstância, que passar a SOFs com esta pinta quase nos torna dignos de receber uma medalha directamente das mãos do Presidente da República!

O jantar foi na Abadia D'Este, em Braga. Um espaço muito giro sem grandes exageros. Gostei muito!

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The boys...

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...and the girls.

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O Tó Chico, a nossa mascote.

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Cantando a Academia da praxe, essa coisa horrível!

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E o grande final! 

A Escola de Ciências da Saúde está de Parabéns!

A Escola de Ciências da Saúde, mais conhecida como ''o bunker'' por só ter rede à beira das janelas e em dias de pouco vento, ou como ''o Olimpo'' por estar à distância de uma rampa de inclinação considerável do resto da civilização do campus da Universidade do Minho, completou esta quinta-feira dia 15 de Outubro, 15 aninhos. Está quase quase a passar a fase do armário, por isso é só ter esperança que as coisas melhorem a partir daqui!

A festa foi assim em jeito de casamento cigano: durou a santa semana toda!! 

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Todos os dias havia música, dança, teatro, coisas que não lembravam nem ao Diabo... Mas tenho que admitir que foi bastante interessante. Todos os dias eram uma surpresa, nunca sabíamos com o que podíamos contar!

Claro que a juntar às demonstrações artísticas vinham também os bolinhos, as bolachinhas, as empadas, os folhados, as miniaturas! Resumindo, uma desgraça. Por muito ginásio que fizesse, não havia forma de compensar. Foi uma semana para esquecer, no que toca à dieta.

E para acabar em grande, ainda tivemos a brilhante ideia de ir lanchar ao Spirito na Sexta-feira. Depois de uma semana chuvosa e cinzentona, ninguém conseguiu resistir à tarde de Sol... nem aos gelados, brownies e coisas afins da montra. Pronto, um dia não são dias e asneiras destas valem bem o estrago que fazem!

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Oh, and by the way, Braga you look lovely this time of the year! 

 

 

Não Fui à Praxe... Mas Acho que Devem Ir

Não escrevi sobre isto no início do ano lectivo porque seria só mais um texto no meio de tantos outros. Mas tenho coisas importantes a dizer sobre este assunto às duas ou três pessoas que me lêem.

Eu não fui à praxe (ou melhor, fui dois dias, mas é quase o mesmo que dizer que não fui), mas acho que toda a gente devia ir. Deviam ir os estudantes e devia ir o resto das pessoas que gosta de opinar sem saber rigorosamente nada (ou perto disso) sobre o assunto.

Antes que me comecem a atirar pedras, é importante deixar claro que a praxe depende de imeeeeensas coisas, como da ''tradição'' de cada universidade e principalmente de quem praxa. É como tudo na vida: se o manda-chuva não tiver nada na cabeça, vai dar asneira de certeza.

E com isto passo a explicar a minha experiência pessoal: fui à praxe dois dias, e nem foram dias completos. Detestei aquilo porque não era minimamente compatível com a minha personalidade ou com a minha forma de estar na vida. Não gosto que gritem comigo e não gosto particularmente de ser obrigada a olhar para os pés de pessoas que se dizem meus superiores. Por isso desisti, tão simples quanto isso. Se em algum momento do meu primeiro ano senti que não estava integrada? Não. Claro que não fui convidada para muitas das festas e jantares, mas isso pouco me afectou. A minha integração foi óptima, muito obrigada! Mas isto foi a minha percepção da coisa. Tive colegas que adoraram a praxe, fizeram-na até ao fim e ficaram com memórias espectaculares para a vida! E eu, sinceramente, não tenho nada a dizer contra isso, pelo contrário: nunca vi praxes violentas, nunca vi um caloiro ser renegado por ser ter negado a fazer alguma coisa, nunca vi a humilhação nem a magia negra que tanto apregoam, vi sim actividades super engraçadas que lhes incutiu um espírito de grupo de fazer inveja. Gostar ou não da praxe depende do feitio de cada um, ponto! E é por isso que um dia, quando a minha irmã (que é a pessoa que mais quero ver longe de praxes violentas e abusivas) entrar para a universidade, serei a primeira a incentivá-la a ir à praxe. Vai, experimenta, e depois logo vê. 

 

Caloiro ao Molho 2015

Universidade do Minho